Neuropsicopedagoga / Psicopedagoga Institucional e Clínica - Fernanda Bengezen

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Sim, seu filho vai ter a profissão que ele quiser!

Difícil de aceitar essa imposição né? Mas é o que deveria ser, uma maneira natural de falar de carreira com seu filho, sem pressão, sem abalos emocionais para ninguém.
Se você tem filho provavelmente já pensou nisso e se ainda não, quando ele tiver 17 anos vai começar a pensar. 
Algumas pessoas já têm definido isso e se a decisão se torna simples, mas outras, essa ideia da tal "vocação" que fica martelando na cabeça de diversos jovens e dos pais é um passo importante e deve ser bem planejado.
O que é vocação então? Pelo dicionário: "É uma inclinação, uma tendência ou habilidade que leva o indivíduo a exercer uma determinada carreira ou profissão".
Então, pra que forçar ou decidir o futuro do seu filho se o mais importante é descobrir quais são as competências dele e alinha-las ao que o Mercado de Trabalho tem atualmente e daqui uns bons anos?
Digo isso pensando que há profissões que não sobreviverão daqui uns anos e outras que podem surgir com tantas mudanças que temos. Além do mais, a escolha dele não precisa ser definitiva, desde que atue em áreas alinhadas ao perfil.. terá sucesso!
Quando não se tem a certeza da profissão, podem acontecer diversas desistências nas faculdades, desânimo, frustração, trocas de empregos...mas os pais devem ser APOIADORES e não decisores do que ele vai fazer ou não.
Reflita se o que está desejando para seu filho não é o que você gostaria de ter feito. Não projete ou transfira suas vontades, sonhos, escolhas para seu filho. Ajude-o a se encontrar, a se realizar profissionalmente, a ter responsabilidades, a ter mais autonomia e ser um profissional de sucesso.
Minhas dicas pra você:
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E me responda, você sabe o que faz seu filho feliz? =D
Boa sorte nessa jornada e estou à disposição: E-mail: atendimento@benchini.com.br / WhatsApp: 11 2309.6669
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Fernanda Bengezen
Neuropsicopedagoga (SBNpp 2026) / Psicopedagoga (ABPp/SP 145) / Coach de Carreira/Vocacional



quinta-feira, 22 de março de 2018

Artigo: Importância dos jogos no processo de desenvolvimento de crianças com deficiência mental na Educação Infantil


                                                                                                  
Fernanda de Souza Bengezen
Especialista em Neuropsicopedagogia
RESUMO
Este artigo tem como objetivo fornecer informações da importância dos jogos no processo de desenvolvimento de crianças com deficiência mental na Educação Infantil, a fim de ajudar as escolas e aos profissionais da educação a incluí-los em seu dia a dia.  A metodologia aplicada a este estudo foi baseada em uma pesquisa bibliográfica que se iniciará com um breve resumo dos jogos e o lúdico e as características da deficiência intelectual.
Palavras-chave: Jogos, Lúdico, Inclusão e Deficiência Intelectual.


INTRODUÇÃO

Tendo contato com diversas escolas, percebe-se como estão preocupadas, atentas e interessadas na importância de se compreender o conceito de brincar e suas consequências no desenvolvimento infantil, o que se torna fundamental estudar a importância dos jogos, o papel do educador nesse processo lúdico e os benefícios que o brincar proporciona para o deficiente intelectual.
O fato é que os jogos e brincadeiras na Educação Infantil são de muita importância no desenvolvimento da criança, e merecem uma atenção quanto à discussão se está clara, ou não, a função das diversas atividades que exercem sobre o desenvolvimento infantil.
Se levarmos em conta que uma das características dos seres humanos - em relação a outros animais - é a capacidade de desenvolver-se em um ambiente organizado culturalmente, seja por meio de suas crenças, valores e padrões, é nesse ambiente que a criança se desenvolve e adquire suas habilidades e é, também, nesse meio social – em comparação entre competência de diferentes sujeitos - que se dá a construção da deficiência intelectual, na inclusão.
A partir desta questão, tornam-se objetivos principais deste trabalho: identificar como a brincadeira pode mostrar a maneira que a criança interpreta e assimila o mundo, os objetos, as relações e os afetos entre as pessoas; propor aos professores como observar e interagir com os deficientes intelectuais no brincar; compreender o papel deles diante das ações lúdicas, socializando as crianças no espaço escolar, criando o hábito de cooperação, conservação e manutenção dos jogos e brinquedos.
Este trabalho analisará a importância dos jogos (brincadeiras, brinquedos e lúdico) no desenvolvimento do deficiente intelectual e no auxílio à escola, permitindo a identificação da importância do lúdico no processo cognitivo em crianças na Educação Infantil.

I. O JOGO, O BRINQUEDO E A BRINCADEIRA

Não se pode falar em Educação Infantil sem pensar em jogos, brinquedos e brincadeiras. É uma atividade que além de importante e interessante, faz com que as crianças se concentrem em torno da atividade lúdica e utilizem a imaginação, criam e recriam a realidade, compreendem-se e compreendem o meio em que vive, tornando-as cidadãos críticos e criativos. Vygotsky (1996) indica a relevância de brinquedos e brincadeiras como indispensáveis para a criação da situação imaginária.
O jogo está na gênese do pensamento, da descoberta de si mesmo, da possibilidade de experimentar, de criar e de transformar o mundo. Portanto, com as brincadeiras a criança entra em contato com o mundo, dá asas a sua imaginação, isto é, pode ser o que bem desejar ser rei, ser bedel, ser juiz, ser feliz, (KISHIMOTO, 2001, p.56).
Os jogos, os brinquedos e as brincadeiras permitem às crianças usarem a imaginação e é nesse momento que há aquisição do conhecimento, pois quando as crianças estão brincando, se entregam ao jogo. Segundo Château (1987), faz parte da natureza humana o ato de brincar, com a vantagem de favorecer o desenvolvimento da criança e mesmo dos adultos.
Uma criança, em seus primeiros anos de vida, gosta sempre de “fazer-se de boba”, de divertir-se, mas conhece perfeitamente a diferença entre “fazer-se de boba” e brincar/ jogar. Percebe-se isso quando ela chega às vezes a nos dizer “agora eu não estou brincando, estou falando sério”, isto demonstra claramente a sua capacidade de diferenciar o brincar de “fazer-se de boba” da seriedade do seu jogo, (CHATEAU, 1987, p.20).
É através das brincadeiras que as crianças iniciam o aprendizado, elas aprendem a criar significações, tomam decisões, seguem e decodificam as regras, comunicam-se e socializam-se. Para Piaget:
“os jogos fazem parte do ato de educar, num compromisso consistente, intencional e modificador da sociedade; educar ludicamente não é jogar lições empacotadas para o educando consumir passivamente; antes disso é um ato consciente e planejado, é tornar o indivíduo” (apud WAJSKOP, 1995, p.63).
As atividades lúdicas são importantes no aprendizado das crianças, mas os educadores precisam refletir que não é apenas distribuí-las e deixar as crianças fazerem o que quiser. É necessário seguir regras e explicar o que elas estão utilizando para que não interpretem apenas como um passatempo, mas sim que estão desenvolvendo as capacidades que existem em cada uma; desta forma, atingindo o desenvolvimento socioemocional e cognitivo e podem ser auxiliados por um psicopedagogo, que também trabalha com os jogos com crianças em situação de tratamento. Quando as crianças brincam, elas recriam o mundo em que vivem, refazem os fatos adequando-os à sua capacidade de assimilação.
Para Winnicott (1975, pág. 63),
“O desenvolvimento infantil considera que o ato de brincar é mais que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaços próprios; um fazer que se constitui de experiências, culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos principais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesma e com os outros”.
“O desenvolvimento infantil considera que o ato de brincar é mais que a simples satisfação de desejos. O brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaços próprios; um fazer que se constitui de experiências, culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos principais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesma e com os outros”.
O jogo, do ponto de vista educacional, não está relacionado com passatempo. Os jogos podem ser competitivos, mas estimulam o crescimento, a aprendizagem e a relação interpessoal, que é realizada através das regras que determinados jogos possuem.
A origem do jogo para Piaget
“está na imitação que surge da preparação reflexa. Imitar consiste em reproduzir um objeto na presença do mesmo. É um processo de assimilação funcional, quando o exercício ocorre pelo simples prazer. A essa modalidade especial de jogo, Piaget denominou de jogo de exercício. Em suas pesquisas ele mostra que a imitação passa por várias etapas até que, com o passar do tempo, a criança é capaz de representar um objeto na ausência do mesmo. Quando isso acontece, significa que há uma evocação simbólica de realidades ausentes. É uma ligação entre a imagem (significante) e o conceito (significado), capaz de originar o jogo simbólico, também chamado de faz-de-conta” (BERTOLDO e RUSCHEL, 2009, p.55).
O jogo e as brincadeiras são as formas de as crianças se relacionarem com o mundo, elas se relacionam com as pessoas e com os objetos ao seu redor. O brinquedo nada mais é do que o objeto que faz a criança se divertir. Para Vidal Didonet:
“É uma verdade que o brinquedo é apenas o suporte do jogo, do brincar, e que é possível brincar com a imaginação. Mas é verdade, também, que sem brinquedo é muito mais difícil realizar a atividade lúdica, porque é ele que permite simular situações (...)  Se criança gosta de brincar, gosta também de brinquedo. Porque as duas coisas estão intrinsecamente ligadas” (BERTOLDO e RUSCHEL, 2009, p.55).

Sendo o brinquedo um suporte para as brincadeiras lúdicas, é importante que a criança conheça o brinquedo que está utilizando, pois ele transmite os conhecimentos, ele satisfaz as necessidades básicas de aprendizagens das crianças, como por exemplo, as de escolher, imitar, dominar, etc.
Já a brincadeira, é a ação de brincar, de estar se divertindo. É uma fase muito importante para a criança, pois é nessa fase que a criança representa os impulsos, o indivíduo aumenta sua independência, autocontrole, estimula sua sensibilidade visual e auditiva, além de outros aprendizados:
“Brincar é a fase mais importante da infância – do desenvolvimento humano neste período - por ser a autoativa representação do interno – a representação de necessidades e impulsos internos”, (apud FROEBEL, 1912, p. 54-55).
Com a brincadeira, a criança vive o “seu” faz de conta, aprende a ter mais paciência, desenvolve seu intelecto, sua motricidade, seu emocional e estimula os sentidos. Aprende a relacionar-se com os colegas que estão participando junto nas brincadeiras e com as coisas ao seu redor.
Quando uma brincadeira requer mais de uma pessoa brincando, há nesse momento uma troca de emoções, de confrontos ou negociações, com isso, a criança passa a desenvolver mais as suas emoções, sua afetividade. A criança ao brincar, utiliza o que observou no seu dia-a-dia e reproduz essas ações.
Segundo o dicionário Aurélio, “lúdico é relativo a jogos, brinquedos e divertimentos. A palavra lúdico vem do latim ludus, que significa exercício, teatro, drama e também exercício escolar – magister ludi”.
O lúdico proporciona às crianças muito mais do que diversão,
“faz parte da natureza humana o ato de brincar, com a vantagem de favorecer o desenvolvimento da criança e mesmo dos adultos. Estes se realizam plenamente, entregando-se por inteiro ao jogo. Já para a criança quase toda atividade é jogo e é pelo jogo que ela adivinha e antecipa as condutas superiores. Portanto, o brincar é uma atividade inerente ao ser humano”. (CHATEAU, 1987, p.14).
O lúdico auxilia na construção do conhecimento, quando uma criança brinca, ela aprende algo que está contribuindo para seu desenvolvimento. Se o lúdico for usado como um recurso, um ensinar de forma correta, simples e divertida, a criança acaba construindo o conhecimento desejado pelo educador.
O professor é o mediador, é ele quem auxilia a criança através do lúdico a fazer descobertas que nunca havia imaginado, e juntos, constroem e reconstroem o conhecimento. Cabe ao professor nesse momento, propiciar o desenvolvimento das descobertas, tornando-as prazerosas e compreendendo que a criança vive também em seu mundo de imaginação, de brincadeiras, que devem ser utilizadas para propiciar um desenvolvimento à criança.
Importante mostrar que o professor é o mediador, é ele quem auxilia a criança através do lúdico a fazer descobertas que nunca havia imaginado, e juntos, constroem e reconstroem o conhecimento. Cabe ao professor nesse momento, propiciar o desenvolvimento das descobertas, tornando-as prazerosas e compreendendo que a criança vive também em seu mundo de imaginação, de brincadeiras, que devem ser utilizadas para propiciar um desenvolvimento à criança.
Quando a criança está brincando, a criatividade vai sendo estimulada, passa a ter mais autoconfiança e autonomia. O brinquedo traduz para a criança a realidade, diminui o sentimento de sua impotência perante os adultos, pela força e tamanho que eles representam. O fato de a criança brincar aumenta a motivação, para aprender ela passa a ficar mais centrada, aprende a pensar.
Existem diversas atividades lúdicas, como por exemplo, desenhar, dançar, ler, brincar, jogar, cantar, dramatizar, etc. No brincar, a criança desenvolve seu senso de companheirismo; no jogar, aprende a conviver, independente se ganha ou perde, mas aprender as regras e luta para conseguir um resultado satisfatório. Como é preciso aprender e seguir as regras, a criança passa a esperar sua vez, a aceitar os resultados, eleva a motivação e aprende a lidar com as frustrações que por ventura possam aparecer preparando-a para as futuras situações da vida.
Graças ao faz-de-conta a criança pode imaginar, imitar, criar ou jogar simbolicamente e, assim, pouco a pouco vai reconstituindo em esquemas verbais ou simbólicos tudo aquilo que desenvolveu em seu primeiro ou segundo ano de vida. Com isso, pode ampliar seu mundo estendendo ou aprofundando seus conhecimentos para além de seu próprio corpo; pode encurtar tempos, alargar espaços, substituir objetos, criar acontecimentos. Além disso, pode entrar no universo de sua cultura ou sociedade aprendendo costumes, regras e limites. No faz-de-conta aquilo que a criança cria está atribuído aos objetos ou acontecimentos de sua história ou fabulação. “Ao mesmo tempo são objetos e acontecimentos que só se tornaram assim pelas criações dela”. (MACEDO, 2003, p. 10).
As crianças gostam muito do faz-de-conta, pois tem um sentido muito importante na vida delas, além de é claro, desenvolver as habilidades. Elas exercitam as habilidades que as tornarão seres humanos preparados para a vida em sociedade.
Ao dramatizar, a criança amplia a compreensão de diferentes papéis humanos e dos diferentes relacionamentos, ela vive diferentes personagens. Com isso, todas as atividades lúdicas propiciam o amadurecimento emocional e constroem a socialização.
Os jogos mudaram muito com o passar dos anos, mas o prazer de brincar não e é pelo estudo dos jogos que podemos observar:
O lúdico no âmbito educacional serve como instrumento de trabalho, que é usado para atingir um objetivo, pois a criança absorve informações que são úteis para seu desenvolvimento.
Na Educação Infantil, a criança não deve apenas absorver e aprender conteúdos, mas desenvolver atitudes, habilidades, formas de expressão e de relacionamento, sendo estimulada a observar e agir sobre o contexto em que vive, experimentando, refletindo a capacidade de pensar, comparar e concluir através de jogos e brincadeiras em grupo, proporcionadas e dirigidas por um educador engajado no processo de ensino-aprendizagem utilizando as estratégias.
Diante do uso do jogo educativo com fins pedagógicos, que nos remete para a relevância desse instrumento em situações de ensino-aprendizagem e de desenvolvimento infantil, os professores da Educação Infantil, de 3 a 5 anos, são convidados através desse trabalho à ampliação e ao aprimoramento de conhecimentos em sua prática pedagógica.
Cabe ao educador mediar, sabendo adaptar e criar novas oportunidades às crianças. A forma lúdica com que são propostas as aulas facilitam a adaptação a situações novas, o entrosamento e a participação no trabalho grupal e cooperativo e a aceitação das limitações em si e nos outros.
O Neuropsicopedagogo precisa mostrar que cabe ao educador mediar, sabendo adaptar e criar novas oportunidades às crianças. A forma lúdica com que são propostas as aulas facilitam a adaptação a situações novas, o entrosamento e a participação no trabalho grupal e cooperativo e a aceitação das limitações em si e nos outros.
Citando o Decreto n° 3.298/99 de 20/12/1999 e incluindo as alterações apresentadas na redação do Decreto n° 5.296, de 2004,
“Art. 3º - [...] considera-se: I - deficiência - toda perda ou anormalidade de uma estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica que gere incapacidade para o desempenho de atividade, dentro do padrão considerado normal para o ser humano; [...];
Art. 4º - É considerada pessoa portadora de deficiência a que se enquadra nas seguintes categorias: [...] IV - deficiência mental - funcionamento intelectual significativamente inferior à média, com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas, tais como: a) comunicação; b) cuidado pessoal; c) habilidades sociais; d) utilização dos recursos da comunidade; e) saúde e segurança; f) habilidades acadêmicas; g) lazer; e h) trabalho”.
De acordo com Honara & Frizanco (2008, p.103) a deficiência intelectual não é considerada uma doença ou um transtorno psiquiátrico, mas sim um ou mais fatores que causam prejuízo das funções cognitivas que acompanham o desenvolvimento diferente do cérebro.
A nomeação de deficiência mental para deficiência intelectual foi modificada em 1995. Caracteriza-se também pela redução no desenvolvimento cognitivo, ou seja, no QI – quociente de inteligência, normalmente abaixo do esperado para a idade cronológica da criança ou adulto, ocasionado muitas vezes um desenvolvimento mais lento na fala, no desenvolvimento neuropsicomotor e em outras habilidades.
São diversos fatores que causam e determinam a presença da Deficiência Intelectual, além do mais, a investigação e identificação da deficiência ajudam a compreender e prognosticar possíveis alterações e atrasos no desenvolvimento.
É importante considerar que o atraso de uma pessoa com DI pode acontecer em vários níveis e apenas uma evidência de atraso no desenvolvimento não pode ser indicativa de uma Deficiência Intelectual.
O deficiente intelectual deve apresentar Q.I igual ou inferior a 70. De acordo com a OMS – Organização Mundial de Saúde (apud TEIXEIRA, 2013, p. 159) – os critérios diagnósticos de deficiência intelectual são:
Leve: Q.I. entre 50 e 70;
Moderada: Q.I. entre 35 e 49;
Grave: Q.I. entre 20 e 34;
Profunda: Q.I. abaixo de 20.

Porém, vale ressaltar que somente o teste de QI não é suficiente, pois analisa somente um termo da deficiência intelectual, mas deve-se analisar mais de um.
A Deficiência intelectual é resultado, na maioria das vezes, de uma alteração na estrutura cerebral causada por fatores genéticos, problemas na gestação ou no parto e por acidentes e doenças na vida pós-natal.
De acordo com Marcucci (2003), muitas são as causas que levam à Deficiência Intelectual, podemos citar três períodos:
pré-natal: acontecem da concepção ao início do trabalho do parto;
perinatal: que acontecem do início do trabalho de parto ao 30˚ dia de vida;
pós-natal: que ocorrem após o 30˚ dia de vida até os 18 anos incompletos.
A criança com deficiência intelectual moderada tem dificuldade na compreensão e no uso da linguagem, já com profunda há maior prejuízo intelectual, funcional e motor, além de poder apresentar déficits visuais e auditivos.
Erros de formação do sistema nervoso central, uso de drogas, uso abusivo de medicamentos, desnutrição materna, hipóxia, asfixia, afogamento, traumatismo e infecções durante a gestação são fatores para o desenvolvimento da deficiência intelectual, as quais ocasionam lesões cerebrais.
Em relação à desnutrição materna, podemos citar a má assistência às gestantes, dentre as doenças infecciosas estão a rubéola, toxoplasmose e a sífilis.
Pelas causas serem desconhecidas, elas podem ser genéticas, congênitas ou adquiridas. Dentre as quais as mais conhecidas são: Síndrome de Down, Síndrome alcoólica fetal, Intoxicação por chumbo, Síndromes neurocutâneas (esclerose tuberosa e neurofibromatose), Síndrome de Rett, Síndrome do X-frágil, Malformações cerebrais e Desnutrição proteico-calórica.
Pelas causas serem desconhecidas, elas podem ser genéticas, congênitas ou adquiridas. Dentre as quais as mais conhecidas são: Síndrome de Down, Síndrome alcoólica fetal, Intoxicação por chumbo, Síndromes neurocutâneas (esclerose tuberosa e neurofibromatose), Síndrome de Rett, Síndrome do X-frágil, Malformações cerebrais e Desnutrição proteico-calórica.
Síndrome de Down:  A Síndrome de Down é uma alteração genética, que gera um atraso no desenvolvimento das funções motoras do corpo e mentais. Ocorre pelo erro de divisão celular – trissomia do cromossomo 21 - no início do desenvolvimento fetal, o que se denomina cromossomo extra. Há déficit do desenvolvimento cognitivo, baixa estatura, olhos rasgados, nariz achatado e baixa implantação das orelhas.
Síndrome alcoólica fetal: Todo o álcool contido nas bebidas alcoólicas passa facilmente através da placenta para o feto em desenvolvimento, o que pode ocasionar problemas motores, físicos e mentais e de comportamento ao bebê. Os bebês com essa síndrome nascem com má formação na face - lábio superior bem fino, nariz e maxilar de tamanho reduzido, cabeça menor que a média, anormalidades cerebrais, malformações em órgãos, apresentam falta de coordenação motora e distúrbios de comportamento, até retardo mental e enfrentam dificuldades de aprendizado, memorização e atenção.  é uma anomalia localizada no gene MECP2 localizado no cromossomo X, responsável por levar a desordens neurológicas. No início apresentam desenvolvimento neuromotor de acordo com a idade e se comportam normalmente até a idade de um ano. Após isso há uma regressão, não pronunciam palavras já conhecidas, tornam-se introspectivos, desinteressados e perdem a habilidade de executar certos movimentos. Tornam-se ansiosas, irritadas e passam a exibir movimentos estereotipados com as mãos. O comprometimento das funções cognitivas e motoras costuma ser grave a ponto de impedir que levem a vida por conta própria.
Síndrome de Rett: é uma anomalia localizada no gene MECP2 localizado no cromossomo X, responsável por levar a desordens neurológicas. No início apresentam desenvolvimento neuromotor de acordo com a idade e se comportam normalmente até a idade de um ano. Após isso há uma regressão, não pronunciam palavras já conhecidas, tornam-se introspectivos, desinteressados e perdem a habilidade de executar certos movimentos. Tornam-se ansiosas, irritadas e passam a exibir movimentos estereotipados com as mãos. O comprometimento das funções cognitivas e motoras costuma ser grave a ponto de impedir que levem a vida por conta própria. , mais conhecida como a síndrome do X frágil, atacam frequentemente homens e as características dessa síndrome podem se tornar mais evidentes após a puberdade, são elas: face alongada; orelhas grandes e em abano; mandíbula proeminente; testículos aumentados. Há atraso no desenvolvimento, mas o grau dessa deficiência é muito variado, podendo apresentar características cognitivas, como: excelente memória; bom vocabulário; habilidade para leitura; facilidade na identificação de sinais gráficos e logotipos; uso de jargões e frases de efeito; seguem instruções ao “pé da letra”; fala repetitiva; podem dar importância a aspectos irrelevantes; ecolalia.

III. CONCLUSÃO

As teorias aqui presentes, acerca da importância dos jogos no processo cognitivo, nos proporciona um aprendizado indispensável para auxiliar os professores e escolas. Pode-se observar que o brincar não significa apenas divertimento ou recrear-se, está muito além disso, é a comunicação que a criança tem consigo mesma e com o mundo ao seu redor. O brincar implica a verbalização, pensamento, movimento e comunicação.
Percebe-se que a criança desenvolve suas potencialidades ao brincar, de uma maneira prazerosa e fundamental. A brincadeira mostra a maneira que a criança interpreta e assimila o mundo, os objetos, as relações e os afetos entre as pessoas.
Ao indicar que o professor utilize jogos, entende-se que poderá criar um ambiente de motivação, permitindo a socialização das crianças, para que eles assimilem as informações e experiências vividas durante os jogos e incorporem atitudes e valores. Torna-se importante verificar que a atividade lúdica é importante para o desenvolvimento do processo cognitivo, sendo que os jogos, os brinquedos e as brincadeiras são fundamentais.
Nota-se também que os jogos desenvolvem a criatividade e a capacidade de tomar decisões, ajuda no desenvolvimento motor das crianças e é o meio que o professor encontra para desenvolver os conteúdos ministrados em sala de aula, garantindo uma boa interação e integração dos alunos.
Pode-se dizer que ao brincar, quanto mais imitações a criança fizer, mais conhecimento vai adquirir, além de desenvolver suas potencialidades. A partir do momento em que ela imita, constrói um conhecimento através das diversas representações, trabalha com os campos do psicológico, motor e linguístico.
Diante do estudo feito, conclui-se que o jogo faz parte da educação e facilita o processo de socialização e de aprendizagem, principalmente do aluno com deficiência intelectual.
O jogo é uma ferramenta de trabalho riquíssima, que deve ser muito aproveitada pelo educador, introduzindo todos os conteúdos das aulas de uma forma diferenciada, proporcionando uma apreensão dos conteúdos de uma maneira mais simples para os alunos que estão aprendendo e mais fácil para o deficiente intelectual.
Em suma, é importante indicar aos professores para que foquem atenção dando prioridade aos objetivos que querem ensinar, partindo de contextos reais e criando situações de aprendizagens significativas, principalmente de acordo com o ambiente desses alunos.
Usar situações, as mais concretas possíveis e transferir comportamentos e aprendizados adquiridos para as novas situações. Além do mais, nunca subestimar a capacidade do deficiente intelectual e sim evidenciar sua potencialidades e dedicar-se ao seu desenvolvimento.
Usar situações, as mais concretas possíveis e transferir comportamentos e aprendizados adquiridos para as novas situações. Além do mais, nunca subestimar a capacidade do deficiente intelectual e sim evidenciar sua potencialidades e dedicar-se ao seu desenvolvimento.


IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BERTOLDO, Janice Vidal; RUSCHEL, Maria Andrea de Moura. LABORATÓRIO DE BRINQUEDOS E JOGOS. JOGO, BRINQUEDO E BRINCADEIRA - UMA REVISÃO CONCEITUAL. Disponível em: http://www.hani.com.br/img/uploads/artigos/08092011_11032090.pdf>. Acesso em: 27 Abril. 2015.
CHÂTEAU, J. O jogo e a criança. São Paulo: Summus, 1987.
HONORA M. & FRIZANCO M. L., Esclarecendo as deficiências: Aspectos teóricos e práticos para contribuir com uma sociedade inclusiva. Ciranda Cultural, 2008.
KISHIMOTO, T. M. O jogo e a educação infantil. São Paulo: Pioneira, 2001.
MACEDO, L. de. “Fundamentos para uma educação inclusiva”. São Paulo: Instituto de  Psicologia, USP, 2001, 25 p.
MARCUCCI, M. Deficiência Mental. In: SOUZA, A. M. C. (Org.). A criança especial temas médicos, educativos e sociais. São Paulo: Roca, 2003.
ROSA, Adriana. Lúdico & alfabetização. 1ª Ed. (ano 2003), 6ª tir./ Curitiba: Juriá, 2008.
SASSAKI, R. K. Inclusão: “Construindo uma sociedade para todos.” 3.ed. Rio de Janeiro: WVA, 1999.
TEIXEIRA, Gustavo. Manual dos transtornos escolares: entendendo os problemas de crianças e adolescentes na escola. 3ª ed. Rio de Janeiro: BestSeller, 2013.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente. Rio de Janeiro: Martins Fontes, 1996.
WAJSKOP, Gisela. O brincar na educação infantil. São Paulo: Cortez, 1995
WINNICOTT, D. W. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago, 1975.
ZAPPAROLI, Kelem. Estratégias lúdicas da criança com deficiência. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2012.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

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segunda-feira, 18 de agosto de 2014




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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Falta de equilíbrio gera insatisfação no trabalho






Recentemente, uma pesquisa elaborada pela consultoria Hay Group apontou que um em cada quatro funcionários no mundo diz não receber incentivo da empresa onde trabalha para equilibrar a vida pessoal e profissional. O estudo ainda diz que o cenário faz com que 27% dos profissionais pensem em deixar o emprego nos próximos dois anos. Esse resultado é preocupante, pois uma vida sem equilíbrio resulta em pessoas sem energia e vontade de viver intensamente os bons momentos que a vida pode oferecer.

Profissionais motivados são essenciais para a condução de qualquer departamento de uma empresa. Quando falta equilíbrio, nasce uma série de reclamações, causando problemas aos líderes e falhas na execução da empresa. O ideal é líderes e equipes trabalharem sempre em busca de criar um ambiente favorável, onde todos possam trabalhar juntos por um objetivo comum. Por isso, listei alguns fatores que fazem a equipe ter uma alta produtividade, sem deixar de lado a busca por uma vida com mais qualidade:

Os líderes fazem a diferença – Se puder comparar uma “equipe ruim” e uma “equipe fantástica” o líder é a primeira ponta. Líderes negligentes não fazem a coisa acontecer, líderes urgentes matam a produtividade da equipe. Líderes egocêntricos matam o propósito do time. Por outro lado, líderes que suportam, dão empowerment, estabelecem modelos de comunicação, definem prioridades claras e dão o poder de decisão ao time fazem a coisa acontecer. O líder não precisa saber nem resolver tudo, ele precisa dar espaço para a equipe e com isso utilizar o potencial do grupo.

Foco nas pessoas e não no resultado – Nada contra gestão por objetivos ou similares, mas as equipes dão certo pelas pessoas que as compõem. Você pode ter os melhores processos, metas, sistemas mas são as pessoas que fazem a diferença. Quando a equipe tem pessoas valorizadas, vistas com seus problemas e competências, e que têm chances para o aumento de seu equilíbrio pessoal e relacionamentos importantes, o trabalho flui melhor.

A comunicação é aberta – Esse é um dos pontos mais difíceis e também mais interessantes das equipes de alta produtividade. Quando a comunicação é aberta, direta, honesta e objetiva, tudo funciona bem. Equipes onde a comunicação tem barreiras, onde tudo se resolve por e-mail ou com reuniões, onde falar com o líder exige um “protocolo”, a produtividade fica truncada.

Elas gerenciam o tempo – Quanto mais efetivas individualmente as pessoas são, mais a equipe aumenta sua performance. Se uma pessoa não consegue lidar com seus e-mails, não sabe planejar, não consegue priorizar, não consegue se organizar etc. Isso compromete a performance de todos. Gerenciar tempo é uma competência individual que no grupo traz resultados incríveis.

Elas erram – Equipes maduras e de alta produtividade erram e a cada erro alguém se prontifica a mapear, identificar as origens e a solucionar o erro. Todo mundo erra, processos podem estar errados, sistemas podem ter erros. O erro é muito bem-vindo nessas equipes, com a diferença de que eles servirão para ajudar a equipe a ajustar a rota, evitar que novas urgências apareçam e servirão como exemplo de melhores práticas. A negligência ou aceitação do erro é que faz o erro ser um “erro”.

Nenhuma equipe possui alta produtividade constantemente, existem flutuações e lacunas em alguns momentos. Isso é normal, o que faz a diferença no resultado é a maturidade do grupo, a capacidade de saber o que é importante, de se comunicar da forma adequada, de utilizar o tempo da forma correta e de lidar com seus problemas.

Essas características não nascem da noite para o dia, elas são construídas ao longo do tempo, com muita persistência, treinamento e ferramentas. Qualquer equipe pode se transformar em uma equipe de alta produtividade e com equilíbrio, basta que os líderes tenham interesse e que a empresa dê espaço nesse sentido.


sexta-feira, 12 de abril de 2013

Quero mudar de profissão, mas não sei como. O que faço?


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O salário não é o dos seus sonhos, o chefe é chato, a promoção ficou só para o próximo ano e o ânimo para trabalhar ficou no passado. Quando as coisas não vão bem, qualquer motivo é suficiente para pensar em mudar. Dependendo da situação, basta trocar de empresa. 
Por outro lado, para quem não sente prazer com aquilo que faz e já está cansado, mudar significa procurar outra profissão. E não há problema nisso. Afinal, qualquer guru de recursos humanos diria que a satisfação no trabalho é essencial. 
Para o headhunter da consultoria de RH Michael Page, Marcelo Cuellar, antes de tomar qualquer decisão, o que você precisa é dar um tempo a si mesmo. "O melhor a fazer é esperar um pouco e refletir sobre o que o incomoda", diz. Numa situação hipotética, você, cansado de tanta insatisfação, radicaliza e se demite. Uma semana depois, numa segunda-feira em casa usando pijama e chinelos, entra no email de trabalho e percebe que fez uma grande besteira ao pedir as contas. Depois de experimentar a paz por um tempo, se dá conta de que apenas precisava de um período de férias. O descanso desejado aconteceu e o emprego não volta mais. Então, pergunte a si mesmo por que sair da atual empresa? Se essa resposta estiver ligada à situação atual, você não deve deixar o trabalho.  “Carreira não é curto prazo, por isso não tome decisão às pressas”, afirma o especialista.
E se depois de um tempo você continuar sentindo-se incomodado com o que faz, vá em frente: mude. Surgirá então outro questionamento: será que estou velho demais para largar tudo e arriscar? A resposta é: continue em frente. Segundo Cuellar, o risco de mudar de carreira sempre existe. Ele aumenta entre pessoas mais velhas, porém não é motivo para continuar a pagar pecados repetindo todos os dias aquilo que o deixa infeliz.
Para o headhunter, não existe idade certa para mudar de profissão, mas o risco de seguir numa nova carreira tem uma correlação com a idade. "No início é mais fácil porque você tem menos hábitos arraigados. Está mais disposto a enfrentar novos desafios”, diz. Portanto, não se iluda, saiba que terá de fazer um esforço redobrado para se colocar no mercado novamente.
Antes de mudar de profissão, considere alguns fatores e se faça algumas perguntas. Relacionamos abaixo sugestões para você saber realmente se deseja mudar de profissão atual e o quer fazer para levar adiante uma empreitada desse tipo. 
 
 
1º Você está insatisfeito
É necessário descobrir o motivo para a sua insatisfação. Faça perguntas a si mesmo imaginando se o cenário que o deixa descontente no momento fosse outro. E se fosse promovido? E se recebesse um aumento? E se pudesse trabalhar em casa? E se o chefe que você não suporta mudasse de área ou saísse da empresa? E se você trocasse de emprego?
 
2º O que você quer fazer?
Pense nas carreiras nas quais que você se daria bem e aquelas que você não encararia de jeito nenhum. Se não sabe para onde ir, aproveite para fazer uma reflexão sobre si mesmo. Reflita sobre aquilo que gosta de fazer, o que lhe dá prazer e se permita imaginar a si mesmo em diversos cenários. 
 
3º Não idealize
Quando pensam em mudar de carreira, muitas pessoas idealizam a profissão escolhida, como se esse novo trabalho não tivesse desafios. Se não tem ideia de como é a carreira que quer seguir, pesquise. Saiba onde vai pisar daqui para frente.  
 
4º Não vá pelo embalo
Você leu ou ouviu em algum lugar que um determinado tipo de negócio está dando muito dinheiro. Então você pensa, mesmo sem fazer ideia de como tocar algo nesse ramo: "pronto, é isso nisso que vou investir". Não é bem assim. Quem está ganhando dinheiro, já conheceu o mercado em que atua, conhece os concorrentes, investiu naquilo e apresenta um diferencial. Você terá mais dificuldade para engrenar e não terá retorno financeiro tão rápido como imagina. 
 
5º Ouça a voz da experiência
Converse com pessoas que de fato trabalham na área que você escolheu. Pergunte sobre os pontos positivos e negativos daquela profissão. Como é o dia a dia no trabalho, como são as atividades realizadas, qual é a média salarial, as responsabilidades e as dificuldades. Leia sobre o setor, participe de workshops e palestras sobre o assunto.Você tem de conhecer os pontos positivos, mas também onde o calo aperta. 
 
6º  Educação
Saiba se aquilo que você quer exercer requer conhecimento técnico e profissional, ou se você terá de encarar uma faculdade. 
 
7º Não desperdice conhecimento
Tudo o que aprendeu em sua profissão atual pode ser agregado ao novo trabalho. Descubra como complementar sua experiência à nova carreira.
 
8º Prepare-se financeiramente
A nova profissão talvez não dê retorno financeiro logo no início. É bom ter sempre uma reserva, caso a coisa demore um pouco mais a acontecer. E paciência! 
 
9º Viva por um dia
Teste a profissão desejada antes de trabalhar nela de fato. Por exemplo: se você é advogado e pretende ser dentista, antes de tudo vá a um consultório e acompanhe uma cirurgia de siso. Vivencie um dia a profissão. Você pode acabar descobrindo que faria uma besteira, pois não consegue nem ficar de pé quando vê sangue.  
  
10º Alegria, alegria
A profissão que escolher tem de dar prazer, tem que ser algo que você se divirta. Se não for mais divertido do que a atual, há uma grande chance de não dar certo. Não faz sentido trabalhar com aquilo que não te faz bem.

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