Psicopedagoga Institucional e Clínica - Fernanda Bengezen: Valorização, reconhecimento e treinamento: os melhores investimentos em qualquer tempo

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Valorização, reconhecimento e treinamento: os melhores investimentos em qualquer tempo

Este artigo achei muito pertinente e aproveitei e coloquei em negrito as partes que acho mais importantes, na minha opinião

As empresas devem focar bastante na qualidade de vida de todos seus funcionários, se possível, e motivar sempre seus colaboradores (sempre digo colaboradores, pois eles crescem junto com a empresa: um precisa do outro). 


E os líderes, deveriam repensar seriamente como estão "liderando" e não deixar o poder subir à cabeça! Às vezes a gente imagina "estar fazendo" uma coisa e na realidade, faz totalmente o oposto.

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 Valorização, reconhecimento e treinamento: os melhores investimentos em qualquer tempo

Por Adriana Gomes

Uma vez que o discurso esteja coerente com a realidade, ou seja, “as pessoas são nosso maior patrimônio”, os gestores das empresas não devem se esquecer que valorização, reconhecimento e treinamento são os melhores investimentos em qualquer época.

As percepções de reconhecimento e de valorização impactam no funcionamento psíquico do trabalhador e refletem na produtividade e no clima organizacional. São fortes fontes de satisfação quando existem na relação de trabalho ou de profundo sofrimento e desapontamento quando não existem.

Sentir-se valorizado implica em perceber sentido e significado pelo que faz, tanto para a organização ou socialmente, assim como o reconhecimento implica em ser aceito e admirado no trabalho, respeitado pelas suas  ideias, dedicação e contribuições. Todos conseguem identificar quando isso acontece em qualquer nível hierárquico.

Em momentos de crise, quando os nervos estão expostos, é que os verdadeiros líderes têm a oportunidade de demonstrar o quanto fazem a diferença, contribuindo para que esses sentimentos de respeito e aceitação sejam difundidos e se proliferem, criando um círculo virtuoso.

Uma das maneiras de se desenvolver esse círculo é o investimento em desenvolvimento. A grande maioria das pessoas consegue perceber valor nessa ação, entretanto alguns cuidados são necessários.

Os RHs, juntamente com os gestores, precisam ser mais eficazes, pois essa é a exigência dos novos tempos. Saber exatamente quais são as competências a serem desenvolvidas e necessidades de treinamento e desenvolvimento de cada colaborador é o que fará a diferença na percepção de valorização e reconhecimento, contribuindo para o maior comprometimento.
 
A escolha de bons fornecedores e parceiros de treinamento com essa visão maior e não simplesmente oferecer mais um curso de prateleira também fará a diferença. Há muita pirotecnia, shows em que as pessoas ficam mobilizadas emocionalmente, abraçam-se, choram, vão embora e no dia seguinte fica tudo como estava.

É preciso ter em mente que as pessoas conseguem reconhecer quando estão adquirindo informações de qualidade. Que se não há condições de viver o que se viu em treinamentos, o conceito se perde muito rapidamente nas rotinas diárias. Não havendo condições e suporte para a prática do que foi ensinado, os cursos implicam em dinheiro jogado fora e resultados abaixo do esperado em curto prazo.

Treinar e desenvolver pessoas é – e sempre será – estratégico. Eu chamo de sorte quando a pessoa ou empresa está preparada para quando a oportunidade surge. Assim, prevendo que tanto os momentos de prosperidade quanto as crises têm prazo para terminar, é estratégico azeitar o time, cuidar para deixá-lo motivado, competitivo e atualizado para quando as exigências surgirem. Inclusive, vale deixar isso muito claro para os colaboradores.

Acreditar nas pessoas como maior patrimônio não quer dizer só dar tapinhas nas costas e dizer que acredita nelas, mas que se investe nelas pensando também no melhor desempenho durante a passagem de períodos difíceis. Deixá-las saber que são de fato importantes explicando o porquê será fundamental para a assimilação do processo.

1 comentários:

Erasmo de Oliveira, Cronista e Conferencista disse...

Esse texto me lembra da origem do termo "robô"; ele remonta a 1917, quando o escritor tcheco Karel Kapek publicou a peça teatral "Robôs universais Rossum", referindo-se às máquinas como escravas do Ser Humano. Robota significa escravo em Tcheco e a ideia de Kapek era a de mostrar que o lugar das máquinas é a nosso serviço e, atualizando este conceito, diria que máquinas (qualquer invento humano) devem estar a serviço dos seres vivos, levando-se em conta a Teoria de Gaia (James Lovelock e Lynn Margulis, que propuseram a tese de que o Planeta Terra é um organismo vivo e interdependente).

Toda organização que priorize o ser vivo, sendo o Humano parte desse grande ecossistema, só tendo a ganhar. Veja Chernobyl hoje, uma cidade fantasma, tudo está no lugar, mas não há vida. Serve de exemplo para qualquer empresa ou mesmo para nossas relações pessoais: a prioridade é o elemento vivo, que cria e que renova. Máquinas e sistemas frios, vão e vêm, a vida permanece desde sempre.

Parafraseando Charles Chaplin: não sois máquinas, homens é o que sois! Usemos o calor humano e a criatividade em todos os momentos, principalmente em meio a crises e tenhamos o devido respeito por nossos semelhantes, independentemente de seu nível hierárquico.

Parabéns pela publicação deste texto e pelos grifos!

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